Choques elétricos: Como evitar e o que fazer se ocorrer?

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Choque elétrico: Como evitar e o que fazer se ocorrer?

Neste artigo, abordaremos a ocorrência de choque elétrico: como evitar e o que fazer, caso ocorra em nossas residências. Embora não esteja nas primeiras posições na lista de acidentes domésticos mais comuns, suas consequências são de altíssima gravidade, incluindo o poder de deixar marcas profundas, tanto físicas quanto psicológicas, e que tem elevado potencial de letalidade.

Para tanto, faz-se necessário citar como exemplo da real gravidade dos acidentes que envolvem eletricidade, que a cada dia, duas pessoas morrem em acidentes cuja origem é a eletricidade. São dados apresentados pela Abracopel – Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade, em seu Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica de 2019 – ano base 2018. Neste artigo há infográficos que ilustram muito bem essas e outras ocorrências relacionadas à eletricidade.

O que pode causar um choque elétrico? Por que ocorre o choque?

Responder a estas perguntas não é uma tarefa fácil, pois é importantíssimo que o leitor tenha consciência de que os problemas das instalações elétricas não estão apenas condicionados ao fato do frequente desrespeito ao cumprimento das Normas Técnicas, ou mesmo, atribuir a responsabilidade a quem projeta, instala, fiscaliza. O “xis” da questão, infelizmente, parece estar relacionado à falta de conscientização. Visto que tal fato cria situações de altíssimo risco, permitindo em muitos dos lares brasileiros a existência de instalações elétricas improvisadas, adaptadas, subdimensionadas, sem manutenção, compartilhadas, entre outras.

Somadas a isso, há também as situações cotidianas de sobrecarregar a instalação residencial e ignorar os sinais aparentes, ou não atentar que o circuito elétrico está com problemas. Como exemplo, pode-se citar aquecimento de tomadas e interruptores, emendas mal feitas, fios em geral, vários equipamentos eletroeletrônicos ligados à mesma tomada com uso de adaptadores, os famosos “benjamins”, incluindo outros vestígios, como odor de “fio queimado” e faíscas.

Vale destacar que, tomadas e interruptores em más condições de conservação, instalados de forma desleixada ou soltos, fios desencapados e tomadas sem proteção, também são situações de risco muito comuns e, frequentemente, são causadores de choques elétricos.

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Tragédias evitáveis

Quando não há preocupação com a manutenção da rede elétrica residencial, todos ficam expostos a riscos que poderiam ser evitados. Destaca-se que crianças e idosos são os mais vulneráveis a diversos tipos de acidentes, principalmente em tempos de isolamento social, período em que permanecemos muito mais tempo em nossas casas e convivendo com maior números de pessoas.

Caso as instalações elétricas não estejam em boas condições e não haja a preocupação em resolver as irregularidades existentes, os pequenos e os idosos podem, assim como qualquer outra pessoa, estar expostos a situações de riscos com tomadas, fios e eletrodomésticos, as quais poderão causar choques com consequências de leves a graves.

O problema com crianças e idosos está ligado, basicamente, ao fato de pertencerem ao grupo de vulneráveis e, consequentemente, cada um com suas particularidades, sentir com maior intensidade os efeitos dos acidentes com eletricidade. Portanto, cabe aos pais e responsáveis, o papel de fazer da sua casa um ambiente seguro para todos, estando atentos aos mínimos sinais de problemas relacionados às suas instalações elétricas.

Quais são os primeiros socorros em caso de choque elétrico?

Em primeiro lugar, desde que seja possível e seguro, desligar a chave geral. Em seguida, retirar, imediatamente, a vítima do contato com a origem do choque elétrico, sem tocar diretamente nela com as próprias mãos. Para tal, utilizar um pedaço de madeira ou qualquer outro material não condutor de eletricidade, como um tubo de PVC, corda ou panos secos, por exemplo. Ficar atento à presença de água antes de tentar qualquer atendimento à vítima e, rapidamente, procurar o atendimento de emergência: no 193 – BOMBEIROS ou 192 – SAMU.

A frieza dos números

Quais são as sequelas?

Um choque elétrico pode causar de um formigamento até uma parada cardiorrespiratória, queimaduras de terceiro grau, ou mesmo, levar a vítima a óbito. Isso é muito sério e vários fatores determinarão as consequências.

As lesões mais graves são as queimaduras de 3º grau, que por serem mais profundas, comprometem os tecidos e necessitam de tratamento, que podem se prolongar por semanas ou meses, havendo a exigência de cirurgias para limpeza e, em casos mais graves, enxerto de pele. Há, ainda, a possibilidade de causar sérios danos a órgãos internos, agravando o estado geral da vítima.

Logo, é a intensidade da rede elétrica que determinará a gravidade da queimadura.

Contudo, mesmo que em nossas casas a voltagem seja inferior à da rua, por exemplo, isso não afastará o risco. Ainda em decorrência das péssimas condições na rede elétrica residencial, poderá haver sobrecarga, superaquecimento e curto-circuitos, dando início a incêndios que, mesmo em pequenas proporções, poderão causar queimaduras e sérios problemas respiratórios, caso haja fumaça e a mesma seja inalada em grande quantidade ou por muito tempo.

O que fazer para evitar o choque elétrico?

Você poderá tomar algumas medidas preventivas em sua casa. Por isso, é necessário ter muita atenção para ver se há fiações expostas (fora de conduítes) e se não apresentam pontos de aquecimento, odor característico de fio queimado, indícios de curtos-circuitos e, consequentemente, fontes de incêndios.

Por falar em curto-circuito, é altamente aconselhável ter um bom quadro de comando elétrico em casa, devidamente dimensionado e identificado. Os disjuntores deverão ser específicos para cada classe de tensão e corrente, sem esquecer de utilizar os disjuntores do tipo DR. Desta forma, em toda a sua casa, as tomadas e os equipamentos estarão protegidos. Se por exemplo, uma criança colocar o dedinho ou um objeto metálico na tomada, a mesma nada sofrerá, uma vez que o DR desarmará automaticamente.

Torna-se imprescindível consultar um bom eletricista e solicitar explicações sobre este dispositivo para preservar sua rede elétrica. Sendo assim, as instalações elétricas e as pessoas estarão muito mais protegidas. Importante, também, verificar se as tomadas e os interruptores estão em boas condições de conservação, bem como devidamente protegidos. Pois existem, no mercado, protetores de baixo custo que devem ser colocados nos orifícios para evitar que crianças menores introduzam objetos que possam causar choques. Na falta dos protetores uma boa fita isolante já pode isolar o risco de uma criança ter acesso aos orifícios. Vale ressaltar que todo o cuidado é pouco. As tomadas do novo padrão brasileiros são mais seguras e caso as existentes na sua casa sejam ainda dos modelos antigos, vale a pena substituir. Pode ser aos poucos, mas não deixe de fazê-lo.

Saiba como melhorar suas instalações elétricas

As instalações elétricas precisam ser reavaliadas, no máximo, a cada cinco anos e por um profissional habilitado legalmente e que acompanhe a evolução das tecnologias, os equipamentos e normas, pois as informações mudam, as tecnologias evoluem.

Não caia na armadilha de achar que um bom profissional é caro. Cedo ou tarde, você vai descobrir que um mau profissional custa muito mais caro. Pelo fato de maus profissionais fazerem serviços de baixa qualidade e que podem trazer prejuízos encarecendo o seu serviço, além de colocarem em risco a sua segurança e da sua família, por terem utilizado produtos de baixa qualidade.

Portanto, fica o alerta para que sejam tomadas todas as providências e cuidados com relação à eletricidade e seus riscos. Levando em consideração que a eletricidade, quando utilizada da forma correta, é nossa aliada. Do contrário, ela poderá ser nossa maior inimiga, implacável e que cobra um alto preço de quem não a respeita adequadamente. Somente a informação evitará esses tipos de acidentes.

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